Musculação
A cada ano, o Brasil enfrenta um crescimento preocupante nos índices de sedentarismo e transtornos mentais. Mesmo com o aumento do número de academias e espaços livres para prática esportiva, o tempo está cada vez mais escasso, entretanto, de alguma forma precisamos mudar o jogo.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem com depressão e o Brasil está entre os países com maior prevalência. Ao mesmo tempo, cerca de 47% dos brasileiros não praticam atividade física suficiente.
Mas será que esses dois problemas estão conectados? Um estudo recente publicado em 2025 mostra que sim, e mais, ele aponta o exercício físico como uma ferramenta poderosa no combate à depressão e à ansiedade .
O sedentarismo vai muito além da estética ou da falta de condicionamento físico. Ele impacta diretamente o funcionamento do cérebro, contribuindo para alterações hormonais, piora do humor e aumento do estresse.
A pesquisa analisou mais de 3.200 pessoas e comprovou que indivíduos fisicamente ativos apresentam redução significativa nos sintomas de depressão. O efeito foi considerado grande, mostrando que o exercício não é apenas complementar, ele pode ser parte central do tratamento .
Além disso, a falta de movimento está diretamente associada a doenças como diabetes e doenças cardiovasculares, que também aumentam consideravelmente os riscos de transtornos mentais.
Você já parou para pensar quanto tempo do seu dia você passa sentado ou em atividades estressantes?
A grande descoberta do estudo é simples e poderosa: não importa tanto o tipo de exercício, o importante é se movimentar. Entretanto, se a rotina de exercícios for bem planejada, unindo aumento da força muscular e da capacidade cardiorrespiratória, o jogo muda.
Exercício deve ser encarado como higiene, como tomar banho e escovar os dentes. Treinos aeróbicos, musculação ou a combinação dos dois mostraram resultados positivos na redução da depressão. Para ansiedade, os exercícios de força e combinados tiveram ainda mais destaque.
O efeito observado foi grande para depressão e moderado para ansiedade
E o mais interessante, muitos estudos nem atingiram o nível mínimo recomendado pela OMS, o que indica que até pequenas quantidades de exercício já fazem diferença.
Será que você está esperando o momento ideal para começar, quando na verdade qualquer começo já ajuda?
Frequentar a academia não é apenas sobre ganhar músculos ou perder peso, é sobre melhorar sua qualidade de vida como um todo. Na BORA! a gente frisa isso constantemente nos conteúdos das redes sociais e também na sala de musculação.
O exercício físico promove:
O estudo reforça que o exercício ainda é subutilizado no tratamento da depressão, mesmo com evidências fortes de sua eficácia. É por conta desses achados científicos que insistimos no monitoramento T.C.C.F.S na sala de musculação de todas as nossas unidades.
Enquanto muitas pessoas buscam soluções complexas, uma das mais eficazes pode estar mais perto do que imaginam, na academia do bairro. No seu caso, em uma BORA! perto de você.
E você, já está usando o exercício como aliado da sua saúde mental?
O sedentarismo e a depressão caminham lado a lado, formando um ciclo difícil de quebrar. Quanto menos você se movimenta, pior tende a ser seu estado emocional, e quanto pior o estado emocional, menor a disposição para se mover.
A boa notícia é que o exercício físico pode interromper esse ciclo. E não precisa ser perfeito. Começar já é suficiente para gerar benefícios reais.
Se existe um investimento com retorno garantido para corpo e mente, é esse.
Na BORA! você tem ajuda de verdade, pois somos a academia de verdade.
Quer saber mais sobre saúde e qualidade de vida? Clique aqui e leia os demais artigos no Blog da BORA! Academia de Verdade.
Autor: Prof. Esp. Fábio Cantizano – CREF: 16603-G/RJ
BANYARD, H. et al. The Effects of Aerobic and Resistance Exercise on Depression and Anxiety: Systematic Review With Meta-Analysis. International Journal of Mental Health Nursing, 2025.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines on physical activity and sedentary behaviour. 2020.